O segundo projecto da ANMPN vai permitir a criação de um Centro de Interpretação do Tejo, nas instalações do futuro Clube Náutico, na Ponte Cais da marina, e que conta com a adesão da Sociedade Marina do Parque das Nações com quem a ANMPN articulou este projecto. Com este contributo a ANMPN pretende promover o desenvolvimento da náutica de recreio e do turismo de vertente náutica no grande estuário do Tejo, funcionando a marina do Parque das Nações como um pólo de dinamização e divulgação dos cruzeiros no rio para os diferentes destinos no estuário.
“A Marina está localizada no centro do estuário, e a criação de cruzeiros, quer para montante quer para jusante vai funcionar como catalisador para que, nos diferentes locais, sejam melhoradas as condições de acesso a terra que, neste momento, salvo raras excepções, é muito precária” refere ainda Paulo Andrade.
Nas palavras de Luís Cosme as medidas a tomar para revitalizar o Tejo podem agrupar-se em três vertentes “devolver a água ao rio, despoluí-lo e acabar com a pesca ilegal”. No que é acompanhado por Paulo Andrade que não se cansa de reivindicar um efectivo empenhamento das autarquias. Considera que o facto de estarem envolvidas no projecto é “uma forma de as responsabilizar”.
Aliás o papel das autarquias é fulcral, como salienta Lurdes Asseiro, presidente do IPS, “é fundamental as câmaras estarem integradas porque podem dinamizar e contribuir para a resolução de alguns problemas que se põem ao nível das próprias aldeias avieiras, por exemplo, o terreno onde estão edificadas as aldeias nem sequer está legalizado”.
A esperança é o sentimento dominante, mas como refere João Serrano, coordenador do projecto, os Avieiros são “fechados e muito desconfiados”. Esculpidos na dureza da vida no rio querem acreditar que a sua cultura, durante tantos anos esquecida, será finalmente reconhecida. Para João Serrano “este é um projecto de afectos” porque “o cheiro do Tejo, do barco e da maresia fica para o resto da vida”.
in "NOTÍCIAS DO PARQUE" @ Dezembro 2009. |